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Falta de chuva provoca seca de poços artesianos no interior de SP

A seca é tão grave que piscinas estão virando caixa da água. Em Itupeva, pelo menos 300 moradores estão sem água desde março de 2014.

No interior de São Paulo, a falta de chuva chegou a um ponto que os poços artesianos estão secando. Tem até piscina virando caixa d´água. O poço artesiano, que sempre foi a alternativa para o abastecimento para quem vive no campo, já não tem mais utilidade. A bomba não consegue puxar água para completar a caixa da casa.

"Até hoje, eu nunca vi seca assim", conta um aposentado.

Já faz quase um ano que o aposentado depende da ajuda da Defesa Civil, que três vezes por semana passa com caminhão-pipa abastecendo as casas em Cabreúva, interior de São Paulo. "Chove, mas não é o suficiente para encher os poços que a cada dia mais estão secando, estão rachando. Não vence o calor cada vez mais intenso. O gasto de água é maior”, explica Tiago Magri, coordenador da Defesa Civil.

Pelo menos 300 moradores estão sem água desde março do ano passado. A ajuda que chega de caminhão é um alívio para a Dona Terezinha, que também dependia da água do poço. "Fechei porque secou. Ficou tudo seco sem um pingo da água", diz a aposentada.

Os poços artesianos também secaram na zona rural de Itupeva. Um transtorno e tanto para três mil moradores que não têm água encanada e estão sem abastecimento há pelo menos seis meses.

Mesmo com 15 metros de profundidade, a água do poço na casa do aposentado Daniel Bueno do Prado não passa do nível de 20 centímetros. Nem dá para ligar a bomba. Há dois meses, ele junta água da chuva e paga para abastecer a casa com caminhões-pipa. "Todo mundo está fazendo isso na vizinhança, não é só a gente. Uns R$ 350 cada caminhão", diz, concordando que é um bom dinheiro que vai nesta compra de água.

Em uma outra chácara, o poço também está praticamente vazio. A reforma de uma piscina no local não é só por causa do calor. Todo o espaço da construção deve funcionar como uma caixa da água. “Só comprando água, não tem outra alternativa. E dez mil litros é o mínimo que eles fornecem na venda. A caixa da água da minha casa é de mil litros e a outra é de 500 litros. A alternativa que a gente encontrou foi por água na piscina”, explica a aposentada Maria Lúcia dos Santos.

Luciano Léo Júnior, geólogo especialista em água subterrânea, explica que a maioria dos poços na zona rural são rasos e por isso secaram, e ainda vai demorar para que eles voltem ao nível normal. "A gente estima, a grosso modo, em um período de 30 dias seguidos de chuva, um aquífero mais raso tende a recuperar o seu nível, mas possivelmente voltando a ter uma nova repercussão de escassez em um período próximo, estes poços voltam a sentir a falta de água", explica.

A assessoria da Sabesp, companhia responsável pelo abastecimento da cidade de Itupeva, informou que por enquanto não existe projeto para levar água à zona rural do município.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/index.html

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